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A estrutura de pele

A pele é o maior órgão e o mais pesado do nosso corpo. No adulto, tem cerca de 2 m² e pesa aproximadamente 5kg. Este manto protector está estruturado em três camadas: a epiderme, a derme e a hipoderme.

Editado em 02/04/2012
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A epiderme


Camada mais superficial da pele, a epiderme é um escudo que protege o nosso organismo das agressões exteriores. No entanto é muito fina: dependendo da região do corpo, a espessura varia de meio milímetro (nas pálpebras, por exemplo) a 2 ou 3 milímetros (na planta dos pés ou na palma das mãos). Irrigada por difusão pela derme, não contém nenhum vaso sanguíneo. Em contrapartida, tem numerosas terminações nervosas que tornam a nossa pele extremamente sensível ao toque.

A epiderme é perfurada por diversas centenas de poros por centímetro quadrado, pelos quais sai o suor e o sebo. Estas duas substâncias juntam-se à superfície para formar o filme hidrolipídico que hidrata e protege a pele em permanência.

A epiderme é composta em 85% por queratinócitos. Estas células preenchidas de queratina e de lípidos nascem por divisão celular na região mais profunda da epiderme, na “camada basal”. De seguida, são submetidas a um duplo movimento, tornam-se mais planas e sobem pouco a pouco no sentido da superfície. Chegadas à superfície, perdem o núcleo e morrem, formando a “camada córnea”: um escudo semi-permeável composto por queratinócitos degradados (os corneócitos) ligados por lípidos e por um complexo proteico, em tudo semelhante a agrafos (os corneodesmossomas). Por fim, eliminam-se por descamação e são substituídas pela geração seguinte de queratinócitos. Deste modo, a epiderme está em constante regeneração: e renova-se por completo todas as 4 a 6 semanas.
 
Os restantes 15% dividem-se entre :
  
  • Os melanócitos : estas células têm por função sintetizar a melanina, pigmento natural responsável pelo tom da nossa pele e que oferece alguma protecção contra os raios UV.
  • As células de Langerhans : indiscutíveis sentinelas da pele, estas células provenientes da medula óssea detectam e capturam os corpos estranhos que penetram na epiderme (produtos químicos, bactérias, vírus, etc.).
  • As células de Merkel : estas células sensoriais estão implicadas no sentido do tacto.


A derme


Localizada sob a epiderme, a derme é 10 a 40 vezes mais espessa. É irrigada por numerosos vasos sanguíneos que lhe permitem de trazer à epiderme os elementos nutritivos que lhe são necessários. Abriga igualmente as glândulas sebáceas, e as glândulas sudoríparas, responsáveis pela secreção do sebo e do suor, assim como os folículos pilosos.

As principais células da derme são os fibroblastos, que sintetizam dois tipos de fibras proteicas: o colagénio e a elastina. A elastina proporciona à pele flexibilidade e extensibilidade, enquanto o colagénio confere-lhe resistência e permite a cicatrização dos tecidos danificados no caso de um ferimento da pele.

O espaço entre as células é denominado “matriz extracelular”: colagénio e elastina navegam numa geleia composta por glúcidos complexos que retêm a água (os glicoaminoglicanos), tais como o ácido hialurónico.

Com o passar dos anos, as fibras de colagénio e elastina tornam-se mais raras e degradam-se, conduzindo a uma diminuição da firmeza da pele e o aparecimento de rugas.


A hipoderme


Camada mais profunda e mais espessa da pele, a hipoderme é maioritariamente composta por células gordas, os adipócitos, que isolam o organismo das variações de temperatura e formam um manto protector contra as pressões a que a pele é submetida. Como tal, é muito espessa em zonas que suportam impactos frequentes (as nádegas ou os calcanhares por exemplo), e bastante mais fina noutras regiões do corpo.

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