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As funções da pele

Barreira dinâmica envolvendo todo o nosso corpo, a pele é um órgão complexo que desempenha diversos papéis indispensáveis para o correcto funcionamento do organismo.

Editado em 02/04/2012

O veículo das nossas sensações


A pele é antes de mais o órgão do tacto, indispensável para a nossa sobrevivência, este sentido alerta-nos contra as agressões do ambiente que nos rodeia e serve para estabelecer contactos afectivos com os que nos são próximos.

É graças aos diversos receptores e corpúsculos sensoriais que a pele nos permite experimentar e analisar os estímulos exteriores: pressão, toque, vibração, calor, dor… Estes receptores são de diferentes tipos, cada qual específico na sua categoria de sensações. Eles recolhem informações sensoriais que depois transmitem ao cérebro através de uma rede de fibras nervosas. De seguida são analisadas de modo a garantir a resposta adequada.


Uma barreira contra as agressões


A pele é também uma barreira protectora contra diversas agressões do ambiente à volta :
 
  • As pressões mecânicas


A elasticidade da derme e o manto de tecidos gordos da hipoderme permite que a nossa pele proteja o organismo contra os choques. Se as fricções repetidas são exercidas sobre a mesma zona do corpo, a camada córnea (camada mais superficial da epiderme) fica mais espessa para amortecer a pressão.
 
  • A penetração de agentes estranhos


Constituída por corneócitos ligados a lípidos, a camada córnea é um manto quase impermeável que impede a penetração de agentes químicos nocivos ao organismo.

Para além de que, a pele é coberta permanentemente pelo filme hidrolipídico, composto por suor, água e proteínas degradadas fruto da queratinização. Graças ao seu pH ácido (situado entre 4,5 e 5,5), o filme hidrolipídico favorece as bactérias “boas” que prosperam entre os corneócitos (mais de 1000 por m2) e impede as bactérias indesejáveis, os fungos e os vírus de proliferarem e penetrarem no organismo. O equilíbrio do filme hidrolipídico é por isso essencial para a correcta saúde da pele: se se alterar, a nossa epiderme não consegue desempenhar o seu papel de barreira e torna-se mais sensível às agressões e às infecções.

Se um corpo estranho for capaz de atravessar o filme hidrolipídico, a pele dispõe ainda de recursos imunológicos para o eliminar. Assim, desde que um agente estranho seja detectado à superfície da pele, os queratinócitos sintetizam péptidos anti-microbianos com uma larga acção antibacteriana. De seguida entram em acção as células de Langerhans, indiscutíveis sentinelas da epiderme que capturam os elementos indesejáveis e os transmitem aos linfócitos T, células que vão desencadear a eliminação dos corpos estranhos. A derme contém uma linha de defesa complementar: as bactérias ou vírus que escaparem à vigilância das células de Langerhans são detectadas e suprimidas pelos macrófagos.

 
  • Os raios UV


A nossa epiderme contém melanócitos, células que produzem um pigmento castanho natural, a melanina, e distribuem-na aos queratinócitos vizinhos por intermédio de dendrites (prolongamentos celulares em forma de braços). Assim que a pele fica exposta ao sol, os melanócitos aumentam a sua produção de melanina e as dendrites alongam-se. A pele dispõe assim de uma dupla protecção natural 

          - A melanina absorbe os UV para evitar a penetração nas camadas mais profundas e mais vulneráveis da pele.
          - Subcarregados de melanina, os queratinócitos ficam maiores e a camada córnea torna-se mais grossa.

No entanto, para além de uma determinada quantidade de UV, os danos para a pele são inevitáveis. O nível de tolerância varia segundo os indivíduos: as peles mais claras são as menos resistentes.
 


Um regulador da temperatura corporal


Situada normalmente entre os 28º e 32ºC, a temperatura exterior da nossa pele pode variar sem sofrer danos entre os 20º e os 40ºC. Mas o interior do nosso organismo, deve manter-se por volta dos 37ºC para funcionar correctamente. A pele desempenha um papel essencial para manter constante a temperatura interna :
 
  • No caso de calor (febre ou temperatura exterior elevada), os vasos sanguíneos que irrigam a pele dilatam-se: mais sangue desloca-se para a superfície, acentuando a perda de calor. Paralelemente, as glândulas sudoríparas secretam mais suor de modo a remover o excesso de calor.
  • Quando está frio, a sudação diminui e os vasos sanguíneos retraem-se. A epiderme torna-se o mais isolante possível para conservar o calor interno.

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