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A acne juvenil

A acne é uma afecção dermatológica muito comum na adolescência que afecta tanto os rapazes como as raparigas. Embora seja geralmente benigna no plano médico, a sua componente inestética torna-a difícil de suportar.
 

Editado em 02/04/2012

Um mal para os adolescentes

 Extremamente frequente na adolescência, a acne afecta com distintas gravidades cerca de 80% dos jovens entre os 11 e os 18 anos. O seu aparecimento é a consequência das modificações hormonais da puberdade, e mais especificamente o aumento da testosterona no organismo tanto nos rapazes como nas raparigas.
As primeiras borbulhas surgem normalmente entre os 11 e os 15 anos, embora existam casos mais precoces (por vezes desde os 7 ou 8 anos). A acne inicia uma progressão descendente: as primeiras lesões aparecem na testa, onde podem permanecer nos casos mais ligeiros, de seguida surgem no nariz, nas bochechas e no queixo. Em 95,5% dos casos, o rosto é a zona mais afectada, em particular a famosa “zona T” (queixo, nariz e testa), onde as glândulas sebáceas são maiores e mais numerosas. Mas o peito, a parte superior das costas e os braços também podem ser atingidos numa fase posterior, principalmente nos rapazes. Na maioria dos casos, a acne desaparece espontaneamente entre os 18 e os 20 anos. No entanto pode persistir até à idade adulta.


Raparigas e rapazes: uma acne distinta

 
  • Nos rapazes observam-se geralmente formas mais severas da acne, porque têm uma maior secreção de testosterona e a pele deles é fisiologicamente mais oleosa e mais espessa
     
  • A acne aparece quase sempre mais cedo nas raparigas do que nos rapazes. Tem tendência a permanecer durante mais tempo por razões hormonais. Por fim, em algumas raparigas, a acne conhece um agravamento regular durante a segunda metade do ciclo menstrual: o pico hormonal que precede a menstruação desencadeia um aumento da secreção de sebo e o aparecimento de novas borbulhas, que persistem durante alguns dias antes de desaparecer para surgirem de novo no mês seguinte.


Importante impacto psicológico


Na idade onde a personalidade está em construção e onde são vividos os primeiros grandes amores, a acne não é simples de se viver. Impossível de dissimular tendo em conta que afecta o rosto, a acne afecta directamente a imagem de si próprio e as relações com os outros. Diversos sentimentos negativos surgem: vergonha, falta de confiança em si próprio, etc. Mais de metade dos adolescentes que são atingidos não aceitam o facto de terem acne. Este sofrimento psicológico não está relacionado com a gravidade da acne: algumas borbulhas são por vezes vividas como piores do que algumas situações mais graves. Este desconforto pode conduzir a uma depressão e não deve ser negligenciado.


Recuperar uma pele limpa


Existem actualmente diversas soluções contra a acne. O seu cuidado deve ser efectuado o mais rápido possível para limitar o mal-estar relacionado com a acne, mas também para evitar a formação de cicatrizes : quanto mais tempo durar a acne, maiores são os riscos de ficar com cicatrizes. O melhor meio de reencontrar uma pele limpa é tratar desde o aparecimento das primeiras lesões. Para tal, é indispensável consultar um dermatologista que irá prescrever o tratamento adequado, em função da forma e da gravidade da acne.

Mesmo sendo muito eficazes, os tratamentos contra a acne precisam sempre de semanas a meses para agir totalmente : é essencial cumprir o tratamento com paciência e perseverança ao longo da duração da prescrição, sob pena de voltarem a reaparecer as borbulhas. Em paralelo, uma limpeza biquotidiana da pele com um produto suave adequado e a utilização de cuidados dermocosméticos específicos vão permitir acelerar a acção dos medicamentos. 

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